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Devo comprar um carro zero km ou um seminovo?













 


Muito se fala sobre quais são as vantagens de se comprar um carro zero quilômetro, pois culturalmente é quase uma meta de vida de grande parte dos brasileiros de classe média-baixa. Falo isso até mesmo por experiência quase própria, pois meus pais e família sempre viram isso como uma vitória. Porém, após atingir esse objetivo e vivenciar os prós e os contras posso vir até vocês para fazer esse post, onde poderemos até mesmo discutir outros pontos de vista.

Quase como que já concluindo o assunto, eu posso adiantar que tudo isso depende da necessidade de cada um ou da preferência de categoria que o carro desejado pertence. Vou contar um pouco do meu caso para poder introduzir as vantagens e desvantagens de cada caso.
Meu único objetivo claro era não comprar um carro 1.0 ou um “pelado”, sem nenhum requinte. Porém, eu fazia parte de um agravante que é o caso de grande parte dos brasileiros: não ter o dinheiro pra comprar à vista. Com isso, indo até agências e concessionárias pude ver as diferentes porcentagens aplicadas a diferentes anos de fabricação.

Quanto mais novo o carro, menor será a taxa de juros mensal

No ínicio, na minha lista de possibilidades estavam Toyota Corolla 1.8 Xei 2003, Honda Civic LX 2004 e similares, todos com preços em torno de R$ 30 mil. Porém acabei por comprar um carro um Chevrolet Corsa 1.4 EconoFlex 0km (2009/2010) com trio elétrico. E porque? Exatamente por conta daquele agravante de ter a necessidade de parcelar. Num parcelamento de um carro 0km, as taxas de juros são as menores possíveis, sendo até possível ser “zero” dependendo do valor da entrada. No meu caso, a taxa foi de 0,97% para o Corsa, porém a menor taxa que tinha conseguido para os outros modelos mais velhos era por volta de 1,6%, o que faz o valor das parcelas ser muito maior, e consequentemente o valor final absurdamente maior.

comprar um carro 0km ou seminovo

Parcelar o carro somente se for realmente necessário

Com tudo isso em vista, fazendo contas e mais contas, comprovei o obvio de uma forma um tanto quanto dolorosa: o valor final do parcelamento é muito maior que o valor do carro, e isso deve ser pesado muito na hora de decidir se seu carro será um 0km ou um seminovo. Em praticamente todos os casos, se seu caso é sem dúvidas o de parcelamento de um alto valor (mais de 50% do valor total) sua escolha deverá ser comprar um carro 0km, mas como eu disse, não são todos os casos. Se por exemplo, seu objetivo for comprar um Peugeot 308, por mais que seja para parcelamento total, o melhor que você faz é escolher pelo seminovo, pois a desvalorização dele é muito alta, chegando a cerca de 15 mil por ano, dependendo da versão. Porém se sua escolha for essencialmente um carro de baixa desvalorização, geralmente compactos como Onix, Gol, etc., eu recomendaria que sua compra fosse um 0km.

Garantia é dispensável

Quem nunca teve um carro 0km assiste a esses comerciais das marcas asiáticas que oferecem 5 anos de garantia e pensam que isso deve ser a maravilha absoluta. Porém poucos deles sabem que para se manter essa garantia incrível é necessário que todas as revisões sejam feitas em concessionária, e que essas revisões trazem preços incrivelmente muitas vezes desproporcionais. Cada carro possui no seu “manual de garantia” um roteiro de manutenção preventiva, e isso inclui peças que realmente são importantes de serem trocadas, porém o preço cobrado pelas peças e serviços geralmente são muito abusivos, chegando facilmente a 50% de acrescimo no preço final cobrado por uma revisão de 10.000km, por exemplo. Portanto, a garantia oferecida ao comprar um carro 0km é quase irrelevante após 1 ano de uso.

Desvalorização do modelo é um dos fatores mais relevantes

Como disse no exemplo do Peugeot 308 acima, a desvalorização é importante ao decidir sua compra se ela for a prazo. O mesmo se dá se ele for a vista, sem sombra de dúvidas. Vamos usar um VW Jetta como exemplo. Um Volkswagen Jetta 2.0 Comfortline 0km é vendido com um preço médio de R$ 63000. Já um modelo 2011/2012 exatamente igual chega a custar R$ 52000, com cerca de 30 mil km rodados apenas. Mesmo o Jetta sendo um dos carros de baixa desvalorização, são mais de 5 mil reais de desvalorização por ano, sendo que os dois primeiros anos são os de maior desvalorização, que começa a desacelerar conforme o tempo.

Categoria do modelo é extremamente relevante na escolha

Juntamente com a desvalorização vem a categoria do carro que você procura, pois ambos caminham quase juntos, com algumas exceções, como por exemplo as marcas francesas Renault e Citröen. Os modelos dessas marcas tendem a desvalorizam mais do que a média, em qualquer categoria. Porém é importante analisá-los por categoria também. Seria quase obvio dizer que os que desvalorizam com uma aceleração menor são os compactos, mas essa análise também requer cuidado. De acordo com o estudo de Depreciação realizado pela AutoInforme com a cotação de preços da Molicar, algumas versões especiais de certos modelos sofrem muito mais desvalorização que seus outros modelos, como é o caso do VW Gol Black, que tem uma desvalorização de quase 30% contra apenas 18% de sua versão normal. Já o Fiat Linea é um caso de desvalorização total, sendo que todas suas versões desvalorizam mais que 30% ao ano.

Resumidamente, analisando todos esses fatores, eu sempre escolheria por comprar um carro à vista, com 2 anos de uso, sendo o melhor custo/benefício geralmente. Porém, como disse no início, tudo é uma questão de necessidade e até mesmo de gosto, basta que você analise sua condição financeira e o mercado como um todo. Utilize da tabela FIPE e sites como WebMotors para levantar os preços e desvalorizações e faça simulações de financiamento antes da compra. Agindo dessa forma você conseguirá fazer um bom negócio ao comprar seu carro

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